Bem, as regras são básicas e fundamentais para qualquer coisa, certo? Seja site, em casa, na escola e na sociedade.
As regras da Dream Store podem parecer muito rígidas, mas são fundamentais para a ordem e bem estar de todos.
- A fic tem que ser betada, português correto é muito importante e essencial. Por que é essencial? Simples. Ninguém é obrigado a tentar adivinhar o que você está falando na fic. Uma fic bem betada e com mínimos erros, atrai mais leitores do que aquelas com montanhês, miguxês e o uso indevido do ‘x’ e de outras letras do alfabeto.
- Se na fic conter muitos erros de português, mesmo depois de ter sido betada, a beta que estava betando a fic será removida da equipe e a fic será encaminhada para outra beta. Pois a equipe precisa de pessoas que saibam português.
- Xingamentos estão terminantemente proibidos nas fics, não será admitido que xinguem as autoras, leitoras e staffs do site. Qualquer fic de caráter ofensivo a qualquer pessoa, será rapidamente deletada do site. Respeito é bom, e todos gostam.
- Fics com mais de dois meses sem atualização é dada como abandonada e a autora será punida no site, como por exemplo, não participar de dois concursos seguidos ou perder pontos na contagem de pontos do resultado.
Então, por favor, mantenham suas fics sempre atualizadas, e se não conseguirem, nos contate. Assim você não sofre o risco de ser punida (o) por algo que aconteceu, como por exemplo, falta de criatividade. Às vezes a nossa mente bloqueia e não dá pra continuar, isso é completamente normal e pode acontecer com qualquer pessoa.
Por isso, flor do meu jardim, quando sentir que não sai nada da sua cabecinha linda e criativa, dá um toque para sua beta que ela nós dará um toque, aí você não corre o risco de não participar do concurso do site ou ser penalizada por isso.
- Fics em roteiro e com ações entre asterisco [*] não são permitidas, mas não precisa se preocupar, se a sua fic estiver em roteiro e com asterisco a sua beta-reader irá arrumá-la do jeito certinho, e bonitinho.
Mas, Gaby, o que é roteiro? :~
Então flor, roteiro é quando o nome do personagem vem na frente da fala. Exemplo:
Menina: Oi!
Menino: Olá
Menina: Vamos brincar?
Menino: Vamos!
E as ações entre asteriscos são assim:
Menina: Oi! *sorriu*
Menino: Olá *sorriu também*
Menina: Vamos brincar? *mostrou a bola*
Menino: Vamos! *pegou a bola e saiu correndo*
Vê se não ficar melhor desse jeito...
- Oi! – a menina sorriu
- Olá – o menino retribuiu o sorriso
- Vamos brincar? – mostrou a ele a bola em suas mãos
- Vamos! – ele pegou a bola e saiu correndo.
Não fica melhor? Mais organizado e bonito? Pois então, se sua fic estava em roteiro e/ou com ações entre asteriscos, ela vai ficar como no último exemplo citado.
Aqui será postado uma pequena introdução à gramática, pois a mesma é muito extensa, se você quiser saber mais, nós recomendamos Moderna Gramática Portuguesa de Evanildo Bechara.
• Sujeito determinado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem:
- reconhecer que existe um elemento ao qual o predicado se refere;
- indicar quem é esse elemento.
Exemplo: A carrocinha levou meu cachorro.
O sujeito determinado pode ainda ser subclassificado como:
Sujeito determinado simples: aquele que tem apenas um núcleo.
Exemplo: A mãe levantou-se aborrecida.
Sujeito determinado composto: aquele que tem mais de um núcleo.
Exemplo: Arroz e feijão não saíam de nossos pratos.
O sujeito determinado pode não ocorrer explícito na oração. Há quem costume classificá-lo como:
- sujeito determinado implícito na desinência verbal;
- sujeito elíptico;
- sujeito oculto;
Exemplo: Vou ao cinema na sessão das dez.
(sujeito = eu – implícito na desinência verbal)
• Sujeito indeterminado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem reconhecer que:
- existe um elemento ao qual o predicado se refere, mas
- não é possível identificar quem é, nem quantos são esses elementos.
Exemplo: Chegaram da festa tarde demais.
Há duas maneiras de se indeterminar o sujeito:
- pode-se colocar o verbo na terceira pessoa do plural, sem referência a nenhum antecedente;
Exemplo: Dizem péssimas coisas sobre você.
- justapondo-se o pronome se – índice de indeterminação do sujeito – ao verbo na terceira pessoa do singular.
Exemplo: Precisa-se de balconista.
* Quando o verbo está na terceira pessoa do plural, fazendo referência a elementos antecedentes, o sujeito classifica-se como determinado.
Exemplo: A sua família não te respeita. Dizem péssimas coisas sobre você.
* É preciso não confundir a classificação do sujeito em frases aparentemente equivalentes como as que seguem:
Exemplos: Discutiu-se o fato.
Discordou-se do fato.
Na primeira, o sujeito é determinado; na segunda é indeterminado.
Para compreender a diferença entre um caso e outro, é preciso levar em conta que o pronome se pode funcionar como:
• Partícula apassivadora: nesse caso, sempre há na frase um sujeito determinado;
• Índice de indeterminação do sujeito: nesse caso, o sujeito é indeterminado.
Se – Partícula apassivadora
Quando o pronome se funciona como partícula apassivadora, ocorre a seguinte estrutura:
• Verbo na terceira pessoa (singular e plural)
• Pronome se;
• Um substantivo (ou palavra equivalente) não precedido de preposição;
• É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica).
Exemplo: Contou se a história
Contou - Verbo na 3ª pessoal
se - Pronome
a história - substantivo sem preposição
Tranformação:
- Foi contada a história [voz passiva analítica (com o verbo
ser)]
A análise da frase anterior será então a seguinte:
- Contou se a história
Contou - Voz passiva sintética
se - Partícula apassivadora
a história - Sujeito determinado simples
Se – Índice de indeterminação do sujeito
Quando o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito, ocorre esta estrutura:
• Verbo na terceira pessoa do singular;
• Pronome se;
• Não ocorre um substantivo sem preposição que possa ser colocado como sujeito do verbo na voz passiva analítica.
Exemplo: Falou se da história
Falou - Verbo na 3ª pessoa
se - pronome
da história - substantivo com preposição
Transformação na voz passiva analítica – não é possível.
A frase terá então a seguinte análise:
Exemplo: ? Falou se da história
? - sujeito indeterminado
Falou - Verbo na voz ativa
se - índice de indeterminação do sujeito
da história - objeto
• Sujeito inexistente: ocorre quando simplesmente não existe
elemento ao qual o predicado se refere.
Exemplo: Choveu durante o dia.
O verbo que não tem sujeito chama-se impessoal e os verbos impessoais mais comuns são os seguintes:
- haver: no sentido de existir, acontecer e na indicação de tempo passado.
Exemplo: Houve poucas reclamações.
- fazer: na indicação de tempo passado e de fenômenos da natureza.
Exemplo: Faz dois anos que te perdi.
- ser: na indicação de tempo e distância.
Exemplo: É dia.
- todos os verbos que indicam fenômenos da natureza;
Exemplo: Nevou durante a madrugada.
Choveu muito durante o dia.
Predicado Nominal
Predicado nominal é o predicado que apresenta um nome como núcleo significativo. Os predicados nominais são formados com a presença de um verbo de ligação mais um predicativo.
Exemplos:
- Ele está só, Os dias permanecem os mesmos;
- Ficamos muito bem por aqui;
- Isto parece uma grande mentira.
Predicado Verbal
Predicado verbal é o predicado que apresenta um verbo como núcleo significativo. Os predicados verbais são formados com a presença de verbos transitivos e intransitivos.
Exemplos:
- O escritor criou seu universo fictício;
- João deu asas à imaginação;
- Assim que o trem parou, os passageiros desceram.
Predicado Verbo-Nominal
Predicado verbo-nominal é o predicado que apresenta um verbo e um predicativo como núcleos de significação.
Exemplos:
- Magda abriu o pacote, surpresa;
- E então, o rapaz perguntou ao mestre, aflito.
Predicativo do Objeto
Predicativo do objeto é um agente modificador do objeto. Esse predicativo ocorre apenas nos predicados verbo-nominais.
Exemplos: Os incidentes constantes o tornaram insensível;
Encontraram a criança fatigada e triste.
Créditos: Algo Sobre
Objeto direto
- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação
verbal.
Exemplos: Maria vendia doces.
Maria - Sujeito
vendia -
v.transitivo direto
doces - obj. direto
As crianças esperavam os pais.
As crianças -
sujeito
esperavam - v.trans. direto
os pais - obj. direto
Objeto direto preposicionado
O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.
Exemplo: Estimo aos meus colegas. (estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)
Objeto indireto- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida
por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.
Exemplos: Davi gosta de música.
Davi - sujeito
gosta - v.trans.indireto
de música - obj.indireto
A professora não confia em seus alunos.
A professora - sujeito
não confia - v.trans.indireto
em seus alunos - obj. indireto
Núcleo do objeto
O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).
a) substantivo: Ana comprou chocolate.
Ana - sujeito
comprou - v.trans.direto
chocolate -
obj. direto
b) pronome substantivo: O chefe confia em nós.
O chefe - sujeito
confia - v.trans.direto
em nós - obj.indireto
c) palavra substantivada: Ele esperava um tchau.
Ele - sujeito
esperava - v.trans.direto
um tchau -
obj.direto
O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:
- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
Exemplo: O pai deixou-as na escola.
deixou - v.trans.direto
as - obj.direto
- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
Exemplo: A notícia interessava-lhes.
interessava - v.trans.indireto
lhes - obj.indireto
Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos
diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.
Exemplos: Elegeram-me representante da classe.
Elegeram - v.trans.direto
me - obj.direto
Mostraram-nos um mundo inacreditável.
Mostraram - v.trans.direto e indireto
nos - obj.indireto
um mundo inacreditável - obj.direto
Créditos: Brasil Escola
Voz ativa: Os alunos não comentaram o acidente.
Voz passiva: O acidente não foi comentado pelos alunos.
• Transitivo indireto: aquele que vem acompanhado de um objeto com preposição obrigatória (objeto indireto).
Exemplo: O diretor confiava em seu trabalho
confiava - verbo transitivo indireto
em seu trabalho - complemento precedido de preposição obrigatória
(objeto indireto)
Observação: Esse tipo de verbo não admite voz passiva.
•
Transitivo direto e indireto: aquele que vem acompanhado de
um objeto sem preposição
(objeto direto) e de um objeto com preposição (objeto indireto).
Exemplo: O proprietário subiu o preço do aluguel.
subiu - verbo transitivo
o preço - objeto direto
do aluguel - objeto indireto
• Intransitivo: aquele que não vem acompanhado de objeto algum
(nem direto, nem indireto)
Exemplo: A árvore caiu sobre o carro.
caiu - verbo intransitivo
sobre o carro -
adjunto adverbial de lugal (e não objeto de ação)
• Verbo de ligação: aquele que, sempre com o significado
se estado ou mudança de estado, serve para estabelecer certo tipo
de relação entre um atributo do sujeito e o sujeito.
Exemplo: A professora é calma
é - verbo de ligação (estado permanente)
calma - atributo do sujeito
Créditos: Brasil Escola
Não conhecia a fundo o idioma pátrio.
Os alunos foram classificados por ordem alfabética.
As alunas foram classificadas por critério desconhecido.
No caso de dois adjetivos e um substantivo:
A curto e médio prazos
Ambas as construções assim estão corretas. No primeiro caso, o substantivo prazo não variou e concorda com o substantivo mais próximo. Acrescente-se que é o adjetivo que deve concordar com o substantivo. No segundo caso, o substantivo prazo aparece flexionado; contraria-se aqui a hierarquia gramatical, pois o substantivo é que está subordinado ao adjetivo e não o contrário. Contraria a hierarquia, mas não fere a regra e ambas as construções são legítimas. Outros exemplos:
Revelou bondade e docilidade humana
O objetivo ficou no singular, concordando com o substantivo mais próximo. O adjetivo está qualificando o substantivo docilidade tão-somente; quando se diz:
Revelou bondade e docilidade humanas
Ambos os substantivos ficam separadas e não formam um todo; temos duas partes distintas e a adjetivo está qualificando ambos os substantivos. Trata-se no caso muito mais de um problema estilístico que gramatical. Vejam-se ainda:
O segundo, terceiro e quarto objetivos.
O segundos, terceiro e quarto objetivo.
O primeiro e o segundo concorrente.
O primeiro e o segundo concorrentes.
No primeiro caso, o substantivo foi para o plural, concordando com os vários
adjetivos; no segundo, o substantivo ficou no singular, acompanhando o adjetivo
mais próximo; no terceiro, o substantivo ficou no singular, concordando
com o adjetivo mais próximo; no quarto, o substantivo foi para o plural,
concordando com os adjetivos.
Não só o adjetivo, mas também o artigo e o numeral, regra
geral, concordam em gênero e número com o substantivo a que se
referem:
Dois cheques voltaram carimbados por falta de fundos.
Os auxiliares de escritório caíram na gargalhada...
Os casos especiais de concordância nominal são os seguintes:
1. Se o adjetivo se referir a um só substantivo, concordará com ele em gênero e número:
Páginas recolhidas
2. Se o adjetivo se referir a dois ou mais substantivos do mesmo gênero e do singular, concordará quanto ao gênero deles e quanto ao número irá para o singular ou plural:
Prática e técnica trabalhistas.
Persistência e competência dignas de inveja.
Arrojo e esforço dignos...
A curto e longo prazo.
O substantivo tanto pode ficar no singular como no plural.
3. Se o adjetivo (precedendo o substantivo) se referir a substantivos no singular, mas de gêneros diferentes, concordará com o mais próximo:
Será estabelecido novo procedimento e política de crédito.
Será estabelecida nova política e procedimento de crédito.
Se o adjetivo aparecer depois dos substantivos, poderá ficar no singular ou plural ou concordar com o mais próximo:
Serão estabelecidos política e procedimento de crédito
novos.
Será estabelecida política e procedimentos de crédito
novo.
4. Se o adjetivo se referir a substantivos do mesmo gênero, mas de números diferentes, permanecerá no gênero deles e irá para o plural:
Garotas e meninas famosas.
Menina e garotas famosas.
5. Se o adjetivo se referir a vários substantivos de gênero diferente e do plural, permanecerá no plural masculino ou concordará com o mais próximo:
Executivos e funcionárias caprichosos.
Executivos e funcionárias caprichosas.
6. Se o adjetivo se referir a diferentes substantivos de gênero e número diferentes, pode concordar com o mais próximo ou ir para o plural:
Cartas e relatórios bem datilografados.
Relatório e cartas bem datilografadas.
7. As palavras anexo e incluso concordam com o nome a que se referem:
Segue anexo um relatório.
Seguem anexos dois relatórios.
Segue inclusa um cópia.
Seguem inclusas duas cópias.
8. Quanto às expressões o mais possível, o melhor possível, o pior possível, quanto possível e outras semelhantes, a gramática determina que o adjetivo possível seja invariável.
Clientes o mais possível pontuais quanto ao pagamento de duplicatas.
Clientes o mais pontuais possível quanto ao pagamento de duplicatas.
Clientes quanto possível pontuais quanto ao pagamento de duplicatas.
O gerente falou com a secretária
A secretária e suas auxiliares não compareceram à reunião.
Os casos mais interessantes são expostos a seguir.
Sujeito coletivo
Se o sujeito for um coletivo do singular seguindo de um complemento no plural, o verbo pode ir para o plural ou permanecer no singular:
A série de notas fiscais referentes ao pagamento das mercadorias adquiridas
no mês de março próximo passado está sendo enviada
a V.Sa. através de nosso representante.
A série de notas fiscais está...
O conjunto de duplicatas é...
O número de papéis e documentos é inferior...
A multidão foi levada...
A maioria das notas fiscais é tirada no computador.
Há casos, porém, em que o redator percebe a fraqueza gramatical diante da idéia que quer transmitir:
A maior parte dos executivos lêem jornais pela manhã.
Um coletivo geral determina que o verbo permaneça no singular:
O povo queria eleições diretas para presidência da República.
O exército não se conformou com o papel que lhe reservou a nova
Constituição.
A tendência hoje é pela concordância com a expressão utilizada. Da mesma forma, uma expressão partitiva tanto pode levar o verbo para o plural, como admitir o uso do singular:
A maior parte dos funcionários conseguiu...
Uma porção de notas promissórias vence...
Um grupo de notas promissórias estão rasuradas.
Há outras expressões cujo procedimento quanto ao uso de singular e plural é semelhante; são elas: uma porção de, o grosso de, o resto de.
Sujeito - Pronome Relativo
Sou uma pessoa que não ofende ninguém.
Sou uma pessoa que não ofendo ninguém.
O segundo caso é mais enérgico e afetivo que o primeiro, pois
o verbo na terceira pessoa (ofende) é quase indeterminada, sem nenhuma
intensidade afetiva, é plano. A segunda frase é muito mais carregada
de sentimento, muito mais viva e eficaz.
Se o verbo tiver com sujeito o pronome relativo que, ele concordará em
número e pessoa com o antecedente deste pronome:
Fui eu que lhe remeti os documentos.
É
s tu, Deolindo, que vais ao escritório do Sr. Xavier?
Foram as garotas da promoção que me disseram...
Se, no entanto, o relativo que vier antecedido da expressão um dos, o verbo vai para a 3ª pessoa do plural, raramente para a 3ª pessoa do singular:
Bartolo é um dos gerentes que têm conseguido prestígio.
Sujeito é o pronome QUEM
Fui eu que lhe escreveu semana passada.
É
s tu quem me remeterá os relatórios?
Mas é também possível admitir a concordância com o pronome pessoal:
Fui eu quem lhe escrevi semana passada.
És tu quem me remeterá o relatório.
Sujeito com o verbo no infinitivo
As secretárias parece terem gostado do estagiário.
As secretárias parecem ter gostado do estagiário.
É indiferente gramaticalmente o uso do singular ou do plural. A diferença é semântica e estilística. Estilisticamente, o emprego do verbo parecer no singular entorpece a construção, tira-lhe a graça, tornado-a rasa e artificial. Quando se diz "as secretárias... ter" a frase ganha mais vida e intensidade afetiva.
Sujeito com o verbo pronominal
Não se pode realizar esses projetos.
Não se podem realizar esses projetos.
No primeiro casa chama-se a atenção para a ação: realizar, ou seja, "não é possível realizar esses projetos". No segundo, em virtude da concordância, a atenção concentra-se em projetos. Gramaticalmente, pode-se considerar realizar como sujeito e projetos como objeto e pode-se também considerar projetos como sujeito e então o verbo vai para o plural. Em geral prefere-se a concordância no plural.
Sujeitos de pessoas gramaticais diferentes
Se houver dois ou mais sujeitos de pessoas gramaticais diferentes, o verbo irá para o plural, concordando com a pessoa que tem precedência na ordem gramatical.
Eu e tu=nós
Eu e ele=nós
Eu, tu e ele=nós
Tu e ele=vós
Você e ela=eles
Marcos e tu fizestes o que havia sido recomendado?
Eu e tu estivemos a semana toda estudando, e agora não há o que
reclamar.
Tu e eu redigiremos o relatório.
Eu e o vendedor fizemos um acordo.
Tu e o diretor já conhecíeis a política da empresa.
Você e a secretária não sabiam que decisão tomar?
Portanto o verbo vai para a 1ª pessoa do plural se entre os sujeitos houver um da 1ª pessoa. Irá para a 2ª pessoa do plural se, não havendo sujeito da 1ª pessoa, houver um da 2ª. Somente irá para a 3ª pessoa do plural se os sujeitos forem da 3ª pessoa.
Verbo antecedido de vários sujeitos
Se houver mais de um sujeito singular antecedendo um verbo, este ficará no singular ou irá para o plural:
A nota fiscal e a duplicata registram informações importantes.
Registram informações importantes a nota fiscal e a duplicata.
Registra informações importantes a nota fiscal e a duplicata.
No caso de sujeito de números diversos (singular e plural) precedendo o verbo, este vai para o plural. Se estes sujeitos estiverem depois dele, o verbo poderá ficar no singular se o sujeito mais próximo estiver no singular:
O funcionário e os clientes reconheceram-se culpados.
Reconhecera-se culpado o funcionário e os clientes.
Reconheceram-se culpados os clientes e o funcionário.
Sujeito composto + palavra que os resuma
Se o sujeito for composto e houver palavras que os resuma, o verbo concordará com esta palavra.
Relatório, correspondências, memorandos nada o levava a tomar
uma atitude diferente.
Clientes, fornecedores de serviços, vendedores, ninguém queria
visitá-lo durante a semana Santa.
Datilografias esmeradas, estética apurada, asseio, tudo contribui para
uma apresentação agradável.
Sujeitos ligados por como, bem como...
Dois sujeitos do singular ligados por como, bem como, assim como, do mesmo modo que, tanto...como, não só... mas também requerem análise: se se tratar de adição, coloca-se o verbo no plural; se se tratar de comparação, coloca-se o verbo no singular:
O reajuste salarial de junho, da mesma forma que o de março, não
alterou seu padrão de vida.
A disciplina, assim como o arrojo, fizeram dele profissional invejável.
Sujeito constituído por cerca de, mais de, menos de
Sujeito constituído por expressões que indicam quantidade aproximada determina que a concordância se faça com o complemento dessas expressões:
Cerca de cem estudantes adquiriam os livros.
Menos de dez pessoas entraram na loja.
A expressão mais de um determina o verbo no singular:
Mais de um executivo viajou para o Rio de Janeiro
Se essas expressões se repetirem, o verbo irá para o plural.
O Sujeito é um pronome interrogativo, demonstrativo ou indefinido plural
Se o sujeito for constituído pelos pronomes indicados, o verbo pode permanecer na 3ª pessoa do plural ou concordar com o pronome pessoal que indica o todo:
Quantos, entre os empregados, estariam dispostos a participar dos festejos?
Quantos, entre vós, estaríeis dispostos...
Se o interrogativo estiver no singular, o verbo ficará no singular.
Nas orações interrogativas que utilizam quem ou o
que, faz-se
a concordância com o substantivo ou pronome que vier depois do verbo:
Quem são os clientes?
Quem és tu, ó Florentina?
Quem sois vós que tanto me aperreias?
Que será isso que aconteceu?
O que são estragos, defeitos?
Sujeitos ligados por ou e por nem
Se ligados por essas conjunções, o verbo tanto pode ir para o plural como ficar no singular, conforme se queira ou não atribuir a ação a todos os sujeitos:
Ou o Departamento de Vendas ou o de Promoção terá de
alterar o comportamento...
Nem o Departamento de Vendas nem o de Promoção tiveram de alterar
o comportamento.
Se a ação só pode ser atribuída a um deles, o verbo ficará no singular:
Ou o gerente ou o diretor será responsável.
As expressões um ou outro ou nem um nem outro admitem o verbo no singular.
Um ou outro teria de digitar o relatório.
Nem uma nem outra respondeu acertadamente à questão.
Já a locução um e outro leva, com freqüência, o verbo no plural:
Um e outro auxiliar de escritório admitiam estar enganados.
Sujeitos ligados por com
Regra geral, o verbo vai para o plural quando a idéia que se quer transmitir é de soma:
O chefe da seção com o gerente recorreram a argumentos de força
para estimular seus funcionário.
Se se desejar realçar um dos elementos, o verbo poderá ficar
no singular.
O office-boy, com todos os jovens da empresa, resolveu formar um time de basquete.
Sujeitos ligados por conjunção comparativa
Admitem o verbo tanto no singular como no plural:
Tanto João Crisótomo como Benedito participaram...
O serviço, como qualquer produto, deve ter preço justo.
Observe-se que o primeiro elemento foi destacado.
Sujeito expresso por horas
Se aparecer na frase a palavra relógio como sujeito, o verbo ficará no singular:
O relógio deu 15 horas.
O verbo dar deve concordar regularmente com o sujeito expresso:
Deram 10 horas no relógio da matriz.
Iam dar 18 horas, quando o diretor reuniu todos os gerentes.
Concordância com o verbo "ser"
Se o sujeito do verbo ser ou parecer for constituído pelos pronomes: isto, isso, aquilo, tudo e o predicativo estiver no plural, o verbo irá para o plural:
Isto são ossos duros de roer.
Aquilo pareciam-me bisbilhotices...
Eram tudo falcatruas de profissional incompetente.
Se o sujeito designar pessoa, o verbo concordará com ele:
Ela era as alegrias da casa.
Jaime foi os terrores de seu bairro.
Se o sujeito é constituído de um substantivo e o verbo ser vem seguido de pronome pessoal, o verbo concordará com o pronome:
Os funcionários mais aplicados somos nós.
Os maiores diretores sois vós.
Os verdadeiros profissionais são eles.
Nas orações interrogativas com utilização de quem, o verbo concorda com o substantivo ou pronome que lhe segue:
Quem são os profissionais dessa organização?
Quem és tu?
Quem sós vós?
Créditos: Algo Sobre
Fomos à piscina
à - artigo e preposição
Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição
a e outro termo que aceite o artigo a.
Para termos certeza de que o "a" aparece repetido, basta utilizarmos
alguns artifícios:
I. Substituir a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Temos amor à arte.
(Temos amor ao estudo)
Respondi às perguntas.
(Respondi aos questionário)
II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, ocorre a crase:
Exemplos:
Contarei uma estória a você.
(Contarei uma estória para você.)
Fui à Holanda
(Fui para a Holanda)
3. Substituir o verbo "ir" pelo verbo pelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase.
Exemplos:
Iremos a Curitiba.
(Voltaremos de Curitiba)
Iremos à Bahia
(Voltaremos da Bahia)
Não ocorre a Crase
a) antes de verbo
Voltamos a contemplar a lua.
b) antes de palavras masculinas
Gosto muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.
c) antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora,
senhorita e dona:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.
d) antes de pronomes em geral:
Não vou a qualquer parte.
Fiz alusão a esta aluna.
e) em expressões formadas por palavras repetidas:
Estamos frente a frente
Estamos cara a cara.
f) quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:
Não falo a pessoas estranhas.
Restrição ao crédito causa o temor a empresários.
Crase facultativa
1. Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à (a) Julinana.
2. Antes de pronome possessivo feminino:
Dirija-se à (a) sua fazenda.
3. Depois da preposição até:
Dirija-se até à (a) porta.
Casos particulares
1. Casa
Quando a palavra casa é empregada no sentido de lar e não vem determinada por nenhum adjunto adnominal, não ocorre a crase.
Exemplos:
Regressaram a casa para almoçar
Regressaram à casa de seus pais
2. Terra
Quando a palavra terra for utilizada para designar chão firme, não ocorre crase.
Exemplos:
Regressaram a terra depois de muitos dias.
Regressaram à terra natal.
3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles, aquilo.
Se o tempo que antecede um desse pronomes demonstrativos reger a preposição a, vai ocorrer a crase.
Exemplos:
Está é a nação que me refiro.
(Este é o país a que me refiro.)
Esta é a nação à qual me refiro.
(Este é o país ao qual me refiro.)
Estas são as finalidades às quais se destina o projeto.
(Estes são os objetivos aos quais se destino o projeto.)
Houve um sugestão anterior à que você deu.
(Houve um palpite anterior ao que você me deu.)
Ocorre também a crase
a) Na indicação do número de horas:
Chegamos às nove horas.
b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha
oculta:
Usam sapatos à (moda de) Luís XV.
c) Nas expressões adverbiais femininas, exceto às de instrumento:
Chegou à tarde (tempo).
Falou à vontade (modo).
d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à força de...
OBSERVAÇÕES: Lembre-se que:
Há - indica tempo passado.
Moramos aqui há seis anos
A - indica tempo futuro e distância.
Daqui a dois meses, irei à fazenda.
Moro a três quarteirões da escola.
Créditos: Algo Sobre
- Pluralizam-se palavras variáveis (substantivo e adjetivo) e não se pluralizam as invariáveis (verbos e advérbios) que com´~oe o substantivo composto:
tenetes-coronéis = tenetes: substantivo / coronéis: substantivo
abaixo-assinados = abaixo: verbo / assinados: substantivo
pequenos-buergueses = pequenos: adjetivo
/ burgueses: substantivo
sempre-vivas = sempre: advérbio / vivas: adjetivo
- Pode-se pluralizar apenas o primeiro substantivo, se o segundo funcionar como especificador, com ou sem o auxílio da preposição:
pés-de-cabra
pombos-correio
- Nos compostos formados por palavras repetidas ou onomatopéias, pluraliza-se
o segundo elemento:
corre-corres
tico-ticos
- Não se pluraliza o adjetivo contraído grã(o):
grão-duques
grã-cruzes
- Nos nomes dos dias da semana pluralizam-se os dois elementos:
segundas-feiras
terças-feiras
Plural dos adjetivos compostos
Os adjetivos compostos formam o plural variando apenas o segundo elemento:
amizade luso-brasileira = amizades luso-brasileiras
Há, entretanto, exceções:
- surdo-mudo: além da flexão normal surdo-mudos, é aceitável também surdos-mudos;
- azul-marinho e azul-celeste são invariáveis: "ternos azul marinho", "calças azul-celeste";
- amarelo-canário, verde-oliva, verde-mar e outros adjetivos compostos
em que o segundo elemento é um substantivo são invariáveis: "fardas
verde-oliva", "saias amarelo-canário".
Créditos: Fan Fics de Bandas
- Nas interrogativas diretas e indiretas:
Por que você demorou tanto?
Quero saber por que meu dinheiro
está valendo menos.
- Sempre que estiverem expressas ou subentendidas as palavras "motivo", "razão":
Não sei por que ele se ofendeu.
Eis por que não lhe escrevi
antes.
- Quando a expressão puder ser substituída por para que ou pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais:
A estrada por que passei está em péssimo estado de conservação.
- Em títulos:
Por que o governo assumiu o ministro da economia.
Usa-se por quê:
Quando a expressão aparecer no final da frase ou sozinha:
Ria, ria, sem saber por quê.
Brigou de novo? Por quê?
Usa-se porque:
Quando a expressão equivaler a pois, uma vez que, para que:
Não responda, porque ele está com a razão.
Eles resolveram
ficar porque já estava muito tarde.
Usa-se porquê:
Quando a expressão for substantivada, situação em que é sinônimo
de motivo,razão:
O diretor negou-se a explicar o porquê de sua decisão.
Mais ou mas?
Mais indica quantidade; é o contrário de menos:
Converse menos e trabalhe mais.
Mas é conjução; equivale a porém, todavia, contudo:
Ele pretendia apoiá-la, mas na última hora desistiu.
A fim de ou afim?
A fim de indica finalidade, corresponde a para:
Cheguei cedo a fim de terminar meu serviço.
Afim corresponde a semelhante ou parente por afinidade:
A matemática e a ciência são afins.
Meio ou meia?
Meio é advérbio quando equivale a mais ou menos, um pouco:
A janela meio aberta deixava ver o interior da casa.
Meio é adjetivo quando equivale a metade. Nesse caso é variável:
Comprei meio quilo de carne e meia dúzia de ovos.
Já é meio
dia e meia hora.
Descriminar ou discriminar?
Descriminar: inocentar.
O juiz descriminou o acusado.
Discriminar: distinguir.
Discrimine as razões pelas quais você quer se demitir e depois
assine.
Censo ou senso?
Censo: recenseamento.
Senso: juízo claro.
Cessão, seção ou sessão?
Cessão: ato de ceder; doação.
Seção: corte, divisão.
Sessão: reunião, assembléia.
Emigrante ou imigrante?
Emigrante: o que sai do próprio país.
Imigrante: o que entra em um país estranho.
Concerto ou conserto?
Concerto: combinação harmoniosa, aoresentação musical.
Conserto: reparo, remendo.
Flagrante ou Fragrante?
Flagrante: ato de ser surpreendido em alguma situação; evidente; patente.
Fragrante: perfurmado
Descrição ou Discrição?
Descrição: Ato ou efeito de descrever
Discrição: Qualidade ou caráter de discreto;
prudência; recato
Créditos: Fan Fics de Bandas
O núcleo do complemento nominal é representado por um substantivo
(ou palavra com valor de substantivo), poderá ser também representado
por um pronome oblíquo.
Exemplo: Tenho-lhe uma justificada admiração.
lhe - complemento nominal de admiração
admiração - núcleo do objeto direto
O complemento nominal pode caber
a uma oração com valor de
substantivo, receberá o nome de oração subordinada substantiva
completiva nominal.
Ex.: Chego à conclusão de que o contrato só beneficiou
os americanos.
Chego à conclusão - oração principal
de que o contrato só beneficiou os americanos - oração
subordinada substantiva completiva nominal
Créditos: Brasil Escola
- Aviões possuem asas. - Asas é o objeto direto do verbo possuir.
- Gosto de escrever. - de escrever é objeto indireto do verbo gostar.
- Neguei tudo aos impostores. - tudo é objeto direto e aos
impostores é objeto
indireto do verbo negar.
- Ele ama a Deus - a Deus é um objeto direto preposicionado. Observe
que o verbo amar não exige a preposição.
Créditos: Wikipédia
Aposto Explicativo:
O aposto explicativo identifica ou explica o termo anterior; é separado do termo que identifica por vírgulas, dois pontos, parênteses ou travessões.
Exemplo: Terra Vermelha, romance de Domingos Pellegrini, conta a história da colonização de Londrina.
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa:
É a oração que funciona como aposto explicativo. É sempre iniciada por um pronome relativo e, da mesma maneira que o aposto explicativo, é separada por vírgulas, dois pontos, parênteses ou travessões.
Exemplo: Terra Vermelha, que é um romance de Domingos Pellegrini, conta a história da colonização de Londrina.
Oração Subordinada Substantiva Apositiva:
Oração Subordinada Substantiva Apositiva é outra oração que funciona como aposto. A função dela é complementar o sentido de uma frase anterior que esteja completa sintaticamente. Por exemplo, quando se diz Ela só quer uma coisa a frase está completa sintaticamente, pois tem sujeito-verbo-objeto, porém incompleta quanto ao sentido. Portanto deveremos colocar algo que complete o sentido dessa frase. Por exemplo Ela só quer uma coisa: que sua presença seja notada. Eis aí a Oração Subordinada Substantiva Apositiva. Não confunda com a Oração Subordinada Adjetiva Explicativa, que também funciona como aposto, mas que tem como função complementar o sentido de um substantivo anterior, e não uma frase. Por exemplo: A vaca, que para os hindus é um animal sagrado, para nós é sinônimo de churrasco. Eis aí a Oração Subordinada Adjetiva Explicativa.
Aposto Especificador:
O aposto especificador Individualiza ou especifica um substantivo de sentido genérico, sem pausa. Geralmente é um substantivo próprio que individualiza um substantivo comum.
Exemplo: O professor José mora na rua Santarém, na cidade de Londrina.
Aposto Enumerador:
O aposto enumerador é uma seqüência de elementos usada para desenvolver uma idéia anterior.
Exemplo: O pai sempre lhe dava três conselhos: nunca empreste dinheiro a ninguém, nunca peça dinheiro emprestado a ninguém e nunca fique devendo dinheiro a ninguém.
Aposto Resumidor:
O aposto resumidor é usado para resumir termos anteriores. É representado, geralmente, por um pronome indefinido.
Exemplo: Alunos, professores, funcionários, ninguém deixou de
lhe dar os parabéns.
Vocativo
O vocativo é um termo independente que serve para chamar por alguém, para interpelar ou para invocar um ouvinte real ou imaginário.
Exemplo: Marcela, dê-me um beijo!
Créditos: Brasil Escola
Ela marca uma pausa de curta duração e serve para separar os termos de uma oração ou orações de um período. A ordem normal dos termos na frase é: sujeito, verbo, complemento. Quando temos uma frase nessa ordem, não separamos seus termos imediatos. Assim, não pode haver vírgula entre o sujeito e o verbo e seu complemento.
Quando, na ordem direta, houver um termo com vários núcleos
a vírgula será utilizada para separá-los.
Na fala de Madonna, a vírgula está separando vários
núcleos do predicado na segunda oração. Exemplo:
"A obscenidade existe e está bem diante de nossas caras. É o racismo, a discriminação sexual, o ódio, a ignorância, a miséria. Tem coisa mais obscena do que a guerra?"
Utilizamos a vírgula quando a ordem direta é rompida. Isso
ocorre basicamente em dois casos:
- quando intercalamos alguma palavra ou expressão entre os termos
imediatos, quebrando a seqüência natural da frase. Exemplo: Os
filhos, muitas vezes, mostraram suas razões para seus pais com muita
sabedoria.
"O que o galhofista queria é que eu, coronel de ânimo desenfreado, fosse para o barro denegrir a farda e deslustrar a patente".
- quando algum termo (sobretudo o complemento) vier deslocado de seu lugar
natural na frase. Exemplo:
Para os pais, os filhos mostraram suas razões com muita sabedoria.
Com muita sabedoria, os filhos mostraram suas razões para os pais.
O ponto-e-vírgula marca uma pausa maior que a vírgula, porém menor que a do ponto. Por ser intermediário entre a vírgula e o ponto, fica difícil sistematizar seu emprego. Entretanto, há algumas normas para sua utilização.
- usamos ponto-e-vírgula para separar orações coordenadas
que já apresentem vírgula em seu interior;
- nunca use ponto-e-vírgula dentro de uma oração. Lembre-se
ele só pode separar uma oração de outra.
Com razão, aquelas pessoas reivindicavam seus direitos; os insensíveis burocratas, porém, em tempo algum, deram atenção a elas.
"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte, para ver a alma." Bernard Shaw
- o ponto-e-vírgula também é utilizado para separar vários
incisos de um artigo de lei ou itens de uma lista. Exemplo:
[...] Considerando:
A) a alta taxa de juros;
B) a carência de mão-de-obra;
C) o alto valor de matéria-prima; [...]
Descobri a grande razão da minha vida: você
Já dizia o poeta: "Deus dá o frio conforme o cobertor".
"
Por descargo de consciência, do que não carecia, chamei os santos
de que sou devocioneiro:
- "São Jorge, Santo Onofre, São José!"
As aspas devem ser utilizadas para isolar citação textual colhida a outrem, falas ou pensamentos de personagens em textos narrativos, ou palavras ou expressões que não pertençam à língua culta (gírias, estrangeirismos, neologismos, etc)
O rapaz ficou "grilado" com o resultado da prova.
Morava em um "flat" onde havia "playground".
O travessão serve para indicar que alguém fala de viva voz (discurso direto). Seu emprego é constante em textos narrativos em que personagens dialogam. Leia o texto abaixo:
- Salve!
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo...
- Um ano, ou mais.
Podem se usar dois travessões para substituir duas vírgulas
que separam termos intercalados, sobretudo quando se quer dar-lhes ênfase.
Pelé - o maior jogador de futebol de todos os tempos - hoje é um
bem-sucedido empresário.
As reticências marcam uma interrupção da seqüência
lógica do enunciado, com a conseqüente suspensão da melodia
da frase. São utilizadas para permitir que o leitor complemente o
pensamento que ficou suspenso.
Nas dissertações objetivas, evite reticências. Exemplo:
Eu não vou dizer mais nada. Você já deve ter
percebido que...
"
Num repente, relembrei estar em noite de lobisomem - era sexta-feira..."
"Aborrecido, aporrinhado, recorri a um bacharel (trezentos mil-réis, fora despesas miúdas com automóveis, gorjetas, etc.) e embarquei vinte e quatro horas depois..." Graciliano Ramos
"Ela (a rainha) é a representação viva da mágoa..." Lima Barreto.
Fan Fic, conhecida também como fanfiction, FF ou simplesmente fic (ficção de fã, em português), é um termo que indica estórias de ficção sobre personagens famosos escrito por seus fãs. O termo se aplica para obras que não são autorizadas pelos autores originais (nos casos de personagens tirados de livros, filmes ou novelas, como por exemplo, fics de Harry Potter) ou pelos famosos (como fics baseadas em celebridades, como bandas, atores e atrizes, etc). Esse termo é também utilizado para obras que não são escritas por autores profissionais, mas essa forma de nomeação caiu em desuso.
Por volta de 1965, o termo fanfic foi usado para descrever trabalhos amadores de ficção científica, como forma de diferenciá-los dos trabalhos dos escritores profissionais, mas essa forma entrou em desuso. Hoje, autores de fan fiction usam personagens e situações já criadas por outros autores a fim de dar seu próprio ponto de vista pra estória. Por exemplo, os livros de Harry Potter de J. K. Rowling tem várias fan fictions, nas quais as personagens têm escolhas e uma vida futura que nem a própria autora da série havia criado.
Fan fics nas quais o autor conscientemente imita o estilo, voz e/ou assunto do trabalho de outro autor é chamado “pastiche” e é geralmente considerado um gênero a parte, apesar de alguns trabalhos serem tanto pastiche quanto fan fictions. Filmes não-autorizados que são derivações de outros trabalhos são geralmente referidos como Fan Films (filmes de fã), enquanto histórias em quadrinhos feitas por fãs são chamada Fan Comics. Esses filmes e desenhos são geralmente consideradas formas diferentes de fan fiction, que é limitada apenas a literatura.
História
Fan fiction como é conhecida atualmente, começou no fim
do século XVII, com uma publicação não-autorizada
da seqüência de Don Quixote. Na virada do século XIX
se via paródias e revisões de Alice no País das Maravilhas,
de Lewis Carroll. Em seguida, houve várias versões de fãs
da estória de Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle. Em 1920 e
1930, fãs de Jane Austen escreveram estórias baseadas em
suas personagens e publicaram em suas revistas de fãs.
De qualquer forma, o fenômeno moderno de fan fiction, como uma expressão
de fanatismo e interação entre fãs, foi popularizado
e definido através de estórias e revistas de Jornada nas
Estrelas publicadas nos anos 60. A primeira revista de Jornada nas Estrelas,
Spockanalia, foi publicada em 1967 e continha algumas fan fictions. Muitas
das revistas foram produzidas pelos integrantes do Fã Clube de Leonard
Nimoy e incluíam fan fictions inspiradas não só em
Jornada nas Estrelas, mas também em Missão Impossível,
na qual Nimoy co-estrelou por vários anos depois que Jornada nas
Estrelas foi cancelado.
Os anos 70 viram uma expansão da distribuição de fan
fictions e deu base a moderna subcultura do gênero. Grup, a primeira
revista de Jornada nas Estrelas contendo fan fictions com sexo-explícito,
foi originalmente publicada em 1972. Em 1974, a edição nº 3
da Grup publicou “A Fragment Out Of Time” (Um fragmento fora
do tempo), a primeira Slash (fic homossexual) conhecida publicada na revista,
embora haja especulações que uma estória de Kirk/Spock “Ring
of Soshern” (Anel de Soshern) tenha sido distribuída anteriormente
de forma privada no Reino Unido.
Em 1975, slashs e fan fics em geral foram reconhecidas academicamente num
artigo da Grup por D. Marchant. O livro “Jornada nas Estrelas vive!”,
editado por Jacqueline Lichtenberg, Sondra Marshak e Joan Winston, foi
publicado pela editora Bantam Books e distribuído para livrarias.
A análise do fenômeno de fãs de Jornada nas Estrelas,
continha um capítulo inteiro dedicado as fan fics. David Gerrold
e seu livro “O mundo de Jornada nas Estrelas”, de 1974, incluía
fan fictions nos seus capítulos e atividades dos fãs. Ambos
os livros mencionam slashs.
No fim dos anos 70 outras revistas de Jornada nas Estrelas foram criadas,
além de fan fictions de outras obras, entre elas Guerras nas Estrelas.
Em 1977, os autores de uma revista de Jornada nas Estrelas receberam da
Paramount Pictures uma ordem para cessar as publicações.
Em todo caso, essa ordem foi retirada quando a Paramount Pictures percebeu
que essas revistas eram publicações não-profissionais.
A partir de 1980 a internet passou a ser usada para a publicação
e divulgação de fan fictions. Mais tarde a internet se tornaria
o meio mais utilizado de publicação de fics.
No ano de 1992, uma publicação de Henry Jenkins explorou
a natureza da interação entre fãs com o universo da
ficção e o advento da fan fiction, slashs e a cultura do
fanatismo. Jenkins argumentou que “fan fiction é uma forma
da cultura reparar o mal causado no sistema onde mitos contemporâneos
são possuídos por corporações em vez de serem
possuídos pelo público”. Seu trabalho tem tido uma
forte influência nos estudos sobre fan fiction, e até mesmo
mostra o ponto de vista dos fãs e fan fictions, os comparando com
a tradição oral popular (forma como antigamente eram passados
de geração a geração as histórias de
povos e culturas, além de mitos e crenças).
Fan fiction se tornou muito mais popular desde o advento da web. Muitos
sites foram criados para hospedar estórias de determinados grupos
de fãs.
Interagindo na área online
Ao contrário da publicação impressa, a internet oferece
a opção de mandar e receber instantaneamente resposta. Assim,
muitas fan fictions lançaram um sistema de ‘review’ onde
os leitores podem postar comentários a respeito das fics. Esse sistema
cria um espaço comum entre os autores e leitores, para que se comuniquem
diretamente.
Atualmente é considerado inteligente nos círculos de fan
fic adquirir uma ‘beta reader’, ou simplesmente ‘beta’,
cujas responsabilidades são comparadas com as de editores profissionais
dos autores comerciais – com a exceção que as ‘betas’ são
comumente voluntárias que não recebem pelo trabalho. Escritores
são desencorajados a postar fics sem antes ter passado pela correção
de gramática, discurso, consistência e enredo da beta reader.
Formatos de fanfiction
Há formas de distinguir as fan fictions de acordo com o seu tamanho.
“Fic em capítulos” é escrita de maneira similar às
tradicionais estórias seriadas, com cada capítulo publicado
separadamente até o final. Os capítulos podem ser atualizados
em dias, semanas ou meses e freqüentemente relembram os leitores de
seu lugar na estória a cada nova ‘prestação’.
Até estarem terminadas, elas são referidas como trabalho
em progresso ou WIP’s (do inglês, Work In Progress). Muitas
vezes são descritas as quantidades finais de capítulos esperados
ao lado de qual ele se encontra, por exemplo, 2/4 (a fic atualmente está no
2º capítulo de um total de 4) ou 13/? (a fic está no
13º capítulo de um total ainda não definido).
Um subgênero é encontrado quando se dá continuação
a fic, com mesmas personagens e enredo diferente, porém continuado
com o primeiro, lembrando as séries, sendo chamada de ‘épico’.
Nessas fics normalmente o autor deixa links para a primeira ‘temporada’ da
fic, a fim de situar os novos leitores sobre o enredo da estória.
Algumas vezes, autores podem lançar um capítulo que age como
um ‘trailer’ para a fan fic que eles farão. Isso pode
ser feito com negrito, itálico, sublinhado, etc, ou combinações
desses editores para denotar coisas como: ações, falas de
personagens, pensamentos, gráficos, ou música. Essas coisas
combinadas podem descrever um trailer, que o leitor pode construir em sua
mente, como uma narração de filmes.
Fics com um único capítulo são referidas como One-Shots ou
short fics.
Fan fictions são ocasionalmente escritas no formato
script (para sites). Algumas são escritas no estilo de ‘fic
interativa’,
na qual o leitor faz parte da estória e interage com as personagens.
Outro formato é a songfic, onde os autores pegam a letra de uma
música e a usa de inspiração, construindo pedaços
da estória ao redor da letra. Usualmente isso é feito através
de colagens de trechos da música na ordem sendo colocado entre eles
a estória.